
Encontro conforto num canto alheio que passei a chamar de meu.
Neste pequeno quarto, nestes pequenos trajes, resta o pouco que há de mim.
Tornei-me mobília e espectador,
mero peão, num mar de disabor.
Jogo xadrez, eu e a dor.
Resultando um inevitável perdedor.
E enquanto lá fora o mundo passa, aqui o tempo parou.
Restam-me as brancas paredes que me contam história que um qualquer velho lhes contou.
No comments:
Post a Comment