Tuesday, November 18, 2014



So it shines in the late late night...

The door closes, without regret...
Leaving those grasping, for one last glimpse at sunset.



Porque foi-se o sol sem se por para sempre.
Foi-se o vento quente e humido.
Foi-se o sorriso de ganhar.
Ficou o que nao interessa e o que nao deve ca estar.

Porque nem todos os dias, por mais identicos que sejam, têm o mesmo valor, se a mais pequena das coisas faltar.

Porque nao da para explicar.

Sunday, November 09, 2014

Não sao feitos...

Não sao honrarias...

Não sao eternos agradecimentos...

Que me movem desde esse dia.

É um clangor,
metálico e estridente.
Que me rompe a alma,
e que me polui a mente.

É um ranger,
cerrar de dentes,
Vontade súbita e inexplicável,
de deixar as coisas diferentes.

É um fogacho,
à espera de foguear.
Fogo contido,
que sabe bem o quanto pode lavrar.

A raiva é o que me move a mim.



Thursday, November 06, 2014

Não é mais que uma beira mar,
com pequenas ondas,
que saudam o luar,
a que eu chamo de casa,
a que eu chamo de lar.

E não teho luz,
a não ser delas,
que ofuscam e apagam
as paisagens mais belas.

Como é bom ser pequenino aqui.

Monday, November 03, 2014

E todas as noites vejo as estrelas,
Perco-me nos recantos das histórias que me contam.
Todas brilham, todas dançam,
Quais olhos de criança.

E fico ali, a sussurar.
A gritar silêncios e a imaginar...
Mares perdidas,
Memórias esquecidas,
Amores naufragados,
Beijos Roubados.

Tanta pressa para ter esse futuro aqui.
Tanta pressa para te ter a ti.

Sunday, November 02, 2014

Danças por mim?

Não deixa de ser inspirador.

Vejo-me orfão.
 Perdido num mundo que tanto dista do que um dia chamei de meu.
Que (pouca) sorte tenho eu.

Olho para cima,
nada mais que vazio e gelado.
Já não brilha a estrela que olha por mim.

Desolado,
nem sei se o frio vem de cima,
se de dentro do pouco que resta de mim.

Foste, e já não te sei encontrar.
Resta-me o molde,
o nada, que deixaste.
Quando foste dançar com o luar.

E sento-me,
ao lado da lápide vazia,
meras escritas que nada me dizem
da pessoa que vivia.

E ontem parecia que era o fim.
Agora resta a certeza,
De que preciso tanto de ti aqui

Parecia que não havia um hoje,
que não havia um amanhã,
que não havia nem haveria mais nada assim.

Percebi,
E sorri,
que o pouco que sobra de mim, tem tudo o que me deixaste de ti.

mas não chega

Que te lembres,
que o meu abraço é como uma maré.
Insaciável, incansável,
irreverente e bonito até.

Alcança!
Expande até te tomar por fé.

E vou insistir,
até que te tome a praia.
Enquanto te embalo,
nos braços das ondas,
mas em segredo!
Para que dali não saia.