
Fumo de Cachimbo
Frios ventos, gélido Outono.
Prelúdio de um mais frio Inverno que só a ponta do cigarro apaga.
Como cinzas,
perde-se, de dia para dia,
os longos amarelanjados que me lembram o Verão e uma outra vida que de tão distante parece já não ser minha.
Memórias que, quase como certo diria,
serem de outrem,
meras histórias que ouvi contar numa precoce infância por entre canções de embalar.
Acabou-se este capitulo e apagou-se este cigarro.
Adeus Saudoso a estas paragens.
Estrada Eterna, voltamos-nos a cruzar ?
Por onde me levas agora velha companheira?
Que nos espera no Horizonte?
Futuro nebuloso, tal fumo de cachimbo.



