Friday, November 11, 2011


Fumo de Cachimbo

Frios ventos, gélido Outono.
Prelúdio de um mais frio Inverno que só a ponta do cigarro apaga.

Como cinzas,
perde-se, de dia para dia,
os longos amarelanjados que me lembram o Verão e uma outra vida que de tão distante parece já não ser minha.

Memórias que, quase como certo diria,
serem de outrem,
meras histórias que ouvi contar numa precoce infância por entre canções de embalar.

Acabou-se este capitulo e apagou-se este cigarro.
Adeus Saudoso a estas paragens.


Estrada Eterna, voltamos-nos a cruzar ?
Por onde me levas agora velha companheira?

Que nos espera no Horizonte?
Futuro nebuloso, tal fumo de cachimbo.

Thursday, September 15, 2011


O Vento gélido espantou a alma, deixando um gelado cadáver ao frio que corta os ossos.
Como que tirado a limpo, surge outra e outra vez Não à espaço na hab humana para a estrada que nos faz Homens ; E pouco a pouco, aumentando em número, caminhamos para a extinção.

Bifurcação.

Mais uma
na vida,

igual a todas as outras

que tão diferentes pareciam.

Talvez seja a ingenuidade que acaba,

ou o sonho que já não sabe suster.
Talvez seja um padrão,

cíclico, monótono e continuo
que me quer tirar a crença no ser.


Um dia lutei pelo mundo com um sonho na mão....

Não acabou bem.

Monday, September 05, 2011


Nao sei se certo, se errado...

Como que um estranho cinzento me aconchega, num espesso vulto de matreira incerteza, que nao tarda em agir por mim, sussurando...

I tried to be you, but i failed so bad;
I wanted to be me, it said: permission denied.

I wanted to live, but i was sentenced to death;
When I wish to die, death refused to be mine.



Pequenos, somos habituados ao conceito dos Herois. Nascemos num mundo onde acreditamos que de capa em capa os problemas acabam. Crescemos e vemos que as capas voaram para bem bem longe.

Quem guardara os guardas? Quem será o Herói agora?

Friday, July 08, 2011

A constante

A mudança transpira o adeus saudoso....
É banhada de uma nostalgia pelo presente.

É o ponto onde o rapaz se torna homem e se despega da perna da mãe, sentido o seu último toque para ir para bem bem longe.

Tempo de mudança, mas a constante continua lá. Brilha, relutante de prescindir da sua luz perante os candeeiros cá de baixo e os pontos lá de cima.

Cintila, mas neste noite, neste momento, parou a estrela.

Talvez o pedaço de mim, o farrapo de ser que ainda havia, aquele que ria, desenhava e sorria, aquele que era mais que um processo analitíco-racional... Talvez esse tenha desaparecido.

Talvez seja a isto que se chama crescer.


Hoje, num sitio de onde nunca me afastei, à luz de uma estrela que sempre vi, encostado a um canto que já me trata por tu...

Hoje...
Hoje sinto que não sei onde estou.

Thursday, July 07, 2011

Away



Mais um grito num concerto...
Mais uma gota no oceano....
Mais um quadrado no xadrez...

Fui formatado? Serei agora apenas mais um?


A estrada, eterna companheira, incita-me em frente.
Tornam-se cada vez mais vagos os rostos, cada vez mais frios os risos e o sol, na distancia, nunca mais nasce.

Horizontes...

Thursday, June 30, 2011

Vai o tempo.

O tempo passou a correr. 3 anos...

De um dia para o outro desapareceu toda uma vida que conhecia, pouco a pouco empurrada por decimas, para um canto escuro que ja nao sei onde é. Desapareceu a cor, a escrita e a maravilha.. o secundário é uma merd*