Saturday, December 20, 2014

Pensei (arduamente) no que te dar.
Revolvi-me nas profanas e matutinas horas,
por entre brancos lençóis e paredes brancas.
Mas a mente recusou-se
e ficou-se também branco.

Porque não te consigo mostrar algo tão simples?
Porque não te sei dizer que gosto de ti?
É fácil sentir e tão difícil estar sentido.

Se calhar, já não tenho que dizer.
Se calhar sabes...
Se calhar não queres saber...

Thursday, December 11, 2014

Já não sei como lá chegar.
Mas não me perdi quando tive que ir.

Talvez tenhas um que de cigana
E a caravana,
simplesmente
já não esteja por aqui.

Friday, December 05, 2014

Deste-me a mão e voei.
Andei por sítios que nunca ousei pisar.
E como se por magia, fizeste de toda a minha pequenez, um incansável gigante que procura alcançar.
Os pés, outrora chumbo, tornam-se leves como as nuvens que piso.
Quando não havia nada, acreditaste, e fizeste-me acreditar.

E quando dei por mim, já não mais estava aqui... Havia crescido e tornara-me mais Homem que alguma vez sonhara.

Estejas onde estiveres, espero que te orgulhes.
E que um dia brilhe tanto como vejo a tua estrela brilhar.

Wednesday, December 03, 2014

VIAJAR!

Viajar.
Pegar e ir!

Procurar descobrir.
Plano incompleto, mente em aberto, sensação de certo.

Quero fugir!
Não morro sem ver todos os cantos à lua.
Não me vou sem saber a que cheira cada floresta perdida, quão fria é cada maré ou quão fresca a sombra de cada muralha vazia.

Vou sim.
Vou saber o que é feito de todas essas atlântidas perdidas.

Vens?