Wednesday, February 13, 2008

O voo do moscardo.



"Um homem reside a sua confiança no mais absurdo, levando a expectativa para alem do que e possivel" by : Cother






Estava sentado na velha poltrona daquela fria e humida sala, ouvia a chuva a cair do tecto atras de mim, mas nao era isso que me captava a atençao, mas sim uma mosca, uma pequena mosca que chocava contra o vidro. Lutava para trespassar por ele, dava tudo o que tinha, nao se importava se se magoa-va apenas queria ir para la, sair daquela prisao. E foi ai que me identifiquei com ela.




8 anos passaram, desde que fui encarcerrado, ja nao vejo o meu "ar puro" a muito, e no entanto, tal como a mosca atiro-me de cabeça em todas as oportunidades com esperança de partir a minha "janela" ou encontrar um ponto nela que me deixe passar.




Sinto ainda mais magoa a ver a mosca, a poussar no vidro e a esfregar as suas patas, se pudesse falar de certeza que diria algo: porque? porque me metem aqui! Aquilo esta ali deixem-me ir.




Este pensamento levou-me a um sub-consciente profundo, onde eu vi-me como a mosca. A ver do vidro tudo o que podia ter, mas que me é negado! Saber que nao passo de uma criatura insignificante mesmo para outras criaturas que nada de nada percebem. Talvez seja por isso que elas voam em circulos, tal como a nossa vida.




Acordei deste tranze e decidi levantar-me.




Passo a passo aproximei-me da janela.




Nao suportava ver a mosca naquele tormento, nao poderia deixar que ela vivesse assim...






Chegava mais perto, e a cada bater de coraçao a janela ficava maior.








Entao fiquei eu e a mosca.








Olhei para ela com o ar de quem pensa: "Sei como te sentes amiga, nao te preocupes nao sufreras muito mais"




Como por gesto de mesericordia levantei a mao....




























Abri a janela, e nesse momento entrou uma brisa de ar humida que me refrescou a cara e me remexeu o cabelo, nao fora o unico a senti-la, a mosca levantou voo e foi, em direcçao ao seu destino, ao seu sonho, à felicidade.










Quem sabe? Talvez um dia me abram a mim a minha janela.

Monday, February 11, 2008

E por fim...



Embalado como por uma droga, eu sinto, o seu toque de ceda correndo por mim como mil massagens.




Quando a chuva cai e nos leva no seu eterno embalar, sinto-me feliz e integrado. Sei que, ao menos ela compreende-me.