Prometi que não tocava mais.
Era nosso. Era só nosso.
Eram momentos de banco partilhado,
quando as mãos tocavam um afinado coro e sem se aproximarem, entrelaçavam-se como duas labaredas dançaste no marfim.
Era só nosso, porque só haviamos nós.
Lembro-me das palmas que, de quando a quando, apareciam porque estava tudo bem, sem falhar uma única notinha.
E quando me ligaram a contar de ti...
Abri um cadavérico piano, poeirento e a pedir por ti.
E toquei. Toquei por instinto.
Também eu pedi por ti.
E sem tocar há 12 anos, num piano desafinado, consegui não falhar nada
Era só nosso, porque só haviamos nós.
Lembro-me das palmas que, de quando a quando, apareciam porque estava tudo bem, sem falhar uma única notinha.
E quando me ligaram a contar de ti...
Abri um cadavérico piano, poeirento e a pedir por ti.
E toquei. Toquei por instinto.
Também eu pedi por ti.
E sem tocar há 12 anos, num piano desafinado, consegui não falhar nada
Pelo menos até aquele último Mi.
Não quis acertar.
Não quis ouvir o silêncio de onde havia palmas.
Não quis acertar.
Não quis ouvir o silêncio de onde havia palmas.
Não quis acreditar.
Que já não havia mais de ti.
Que já não havia mais de ti.