Friday, July 08, 2011

A constante

A mudança transpira o adeus saudoso....
É banhada de uma nostalgia pelo presente.

É o ponto onde o rapaz se torna homem e se despega da perna da mãe, sentido o seu último toque para ir para bem bem longe.

Tempo de mudança, mas a constante continua lá. Brilha, relutante de prescindir da sua luz perante os candeeiros cá de baixo e os pontos lá de cima.

Cintila, mas neste noite, neste momento, parou a estrela.

Talvez o pedaço de mim, o farrapo de ser que ainda havia, aquele que ria, desenhava e sorria, aquele que era mais que um processo analitíco-racional... Talvez esse tenha desaparecido.

Talvez seja a isto que se chama crescer.


Hoje, num sitio de onde nunca me afastei, à luz de uma estrela que sempre vi, encostado a um canto que já me trata por tu...

Hoje...
Hoje sinto que não sei onde estou.

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