Tuesday, February 07, 2012


Do tudo ao nada.

Fumos pálidos erguiam-se e um caquéctico esqueleto de rua erguia-se. Fuligem cobria o que restava de portadas desgastadas e o pó... O negro pó fez casa onde mais nada vive.

Outrora cresceram aqui árvores. Verdes luxuriantes e vermelhos inebriantes cobriam a rua. Flores, lojas e toda uma miríade de pequenos corpúsculos reluzentes banhado pela luz baça dos altivos candeeiros que par a par acompanhavam as portas da avenida.

Hoje apenas estilhaços de vidro e retorcidos varões, como se dos próprios dedos da terra se tratasse, saiam do chão e relembravam o que foram em tempos.

Mesmo nas horas mortas, a rua emanava um sentido de vida, uma identidade que todos se haviam habituado, desde o cheiro, à tremeluzente luz do terceiro candeeiro. Casa, rotina, felicidade.


Hoje o vento não sopra. A luz não caia. E só sobra a estrada....

No comments: