Thursday, December 11, 2014

Já não sei como lá chegar.
Mas não me perdi quando tive que ir.

Talvez tenhas um que de cigana
E a caravana,
simplesmente
já não esteja por aqui.

Friday, December 05, 2014

Deste-me a mão e voei.
Andei por sítios que nunca ousei pisar.
E como se por magia, fizeste de toda a minha pequenez, um incansável gigante que procura alcançar.
Os pés, outrora chumbo, tornam-se leves como as nuvens que piso.
Quando não havia nada, acreditaste, e fizeste-me acreditar.

E quando dei por mim, já não mais estava aqui... Havia crescido e tornara-me mais Homem que alguma vez sonhara.

Estejas onde estiveres, espero que te orgulhes.
E que um dia brilhe tanto como vejo a tua estrela brilhar.

Wednesday, December 03, 2014

VIAJAR!

Viajar.
Pegar e ir!

Procurar descobrir.
Plano incompleto, mente em aberto, sensação de certo.

Quero fugir!
Não morro sem ver todos os cantos à lua.
Não me vou sem saber a que cheira cada floresta perdida, quão fria é cada maré ou quão fresca a sombra de cada muralha vazia.

Vou sim.
Vou saber o que é feito de todas essas atlântidas perdidas.

Vens?

Tuesday, November 18, 2014



So it shines in the late late night...

The door closes, without regret...
Leaving those grasping, for one last glimpse at sunset.



Porque foi-se o sol sem se por para sempre.
Foi-se o vento quente e humido.
Foi-se o sorriso de ganhar.
Ficou o que nao interessa e o que nao deve ca estar.

Porque nem todos os dias, por mais identicos que sejam, têm o mesmo valor, se a mais pequena das coisas faltar.

Porque nao da para explicar.

Sunday, November 09, 2014

Não sao feitos...

Não sao honrarias...

Não sao eternos agradecimentos...

Que me movem desde esse dia.

É um clangor,
metálico e estridente.
Que me rompe a alma,
e que me polui a mente.

É um ranger,
cerrar de dentes,
Vontade súbita e inexplicável,
de deixar as coisas diferentes.

É um fogacho,
à espera de foguear.
Fogo contido,
que sabe bem o quanto pode lavrar.

A raiva é o que me move a mim.



Thursday, November 06, 2014

Não é mais que uma beira mar,
com pequenas ondas,
que saudam o luar,
a que eu chamo de casa,
a que eu chamo de lar.

E não teho luz,
a não ser delas,
que ofuscam e apagam
as paisagens mais belas.

Como é bom ser pequenino aqui.

Monday, November 03, 2014

E todas as noites vejo as estrelas,
Perco-me nos recantos das histórias que me contam.
Todas brilham, todas dançam,
Quais olhos de criança.

E fico ali, a sussurar.
A gritar silêncios e a imaginar...
Mares perdidas,
Memórias esquecidas,
Amores naufragados,
Beijos Roubados.

Tanta pressa para ter esse futuro aqui.
Tanta pressa para te ter a ti.

Sunday, November 02, 2014

Danças por mim?

Não deixa de ser inspirador.

Vejo-me orfão.
 Perdido num mundo que tanto dista do que um dia chamei de meu.
Que (pouca) sorte tenho eu.

Olho para cima,
nada mais que vazio e gelado.
Já não brilha a estrela que olha por mim.

Desolado,
nem sei se o frio vem de cima,
se de dentro do pouco que resta de mim.

Foste, e já não te sei encontrar.
Resta-me o molde,
o nada, que deixaste.
Quando foste dançar com o luar.

E sento-me,
ao lado da lápide vazia,
meras escritas que nada me dizem
da pessoa que vivia.

E ontem parecia que era o fim.
Agora resta a certeza,
De que preciso tanto de ti aqui

Parecia que não havia um hoje,
que não havia um amanhã,
que não havia nem haveria mais nada assim.

Percebi,
E sorri,
que o pouco que sobra de mim, tem tudo o que me deixaste de ti.

mas não chega

Que te lembres,
que o meu abraço é como uma maré.
Insaciável, incansável,
irreverente e bonito até.

Alcança!
Expande até te tomar por fé.

E vou insistir,
até que te tome a praia.
Enquanto te embalo,
nos braços das ondas,
mas em segredo!
Para que dali não saia.

Friday, October 31, 2014

Tenho o mundo na mão

Se tenho o mundo na mão,
e porque te abraço,
rodopio e levanto no ar.

Se vi o que há para ver,
e porque parei,e escutei,
o que os teus olhos têm para contar.

E se fiquei calado, foi porque pouco ou nada há para partilhar...
Tivesse jeito para as palavras,
Ou melhor, pudesse o coração falar,
A história mudava,
não me cansava de palrar.

Mas as palavras falham, e o léxico..
Não cresce tanto como a emoção.
A língua tem poucas maneiras de expressar afecto,
e a alma,
bem mais de um milhão.

Tenho o mundo na Mão.

Thursday, October 30, 2014

E se o mundo te disser que não.
Arranca-lhe um sim.
Não aceites menos do que queres, não te contentes com menos do que consegues.
LUTA.

Luta por ti e por mim,
Luta pelos que se foram e já não estão aqui.

Luta porque não te queriam a lutar.
Luta para chegares ao teu lugar.
O mundo é imperfeito,
Com tanto tanto a moldar.

Mas não será por isso, perfeito?
Porque te dá espaço e te suspira...
"Aceitas o Desafio?"
"Aceitas ganhar?"

Se o mundo não te apraz, está na hora de mudar. Se o mundo te contesta, mostra como se faz.

Saturday, October 25, 2014

Por cada tique, não se fica o taque.
E por cada tum, não se fica o ta!

Porque cada segundo passa é certo que não re-passa
E o que é para ser, é. E o que foi,
Foi-se embora, já não vai voltar.

O tempo segue, e quer-nos levar.
Só nos ancoram as memórias,
as histórias
e as pequenas premissas das vitórias.
Voa, deixa-te levar.O tempo sabe bem o que faz.

E no fim do dia, sorri, aceita o que o tempo te trouxe a ti.

Cresceste e mexeste,
com todo o mundo que tens ao pé de ti.
Obrigado, meu Anjo,
por nos termos cruzado.

Que boa pessoa,
que amiga tola,
me foste calhar.


Nem sempre o caminho mais curto te leva onde esperas, nem sempre o mais longo é o que te desespera.

Wednesday, October 22, 2014

Passeei os dedos por ti,
Nas vagarosas ondas que te traçam o cabelo...
Estas despenteada, e os teus olhos, outrora gigantes, não são mais que pequenos e fugidios escuros à procura de um recanto sem luz.
E tens todo um ar chateado de quem não quer acordar...

E fazes do lençol o teu turbante, a tua capa, o teu semblante.
Não há traço de ti, escondida!
Mas do infinito que se estende desde os sonhos profundos que te envolvem, chega a calma até mim.

Viras-te, e deixas no ar, aquele intenso aroma a frutos perdidos e proibidos que tão bem fiquei a saber. Mexes-te, e roubas-me mais uma vez o olhar.
Deslizas no cetim, procuras por um coração, um corpo quente, um abraço fixo para ti.

BonGiorno Principessa@

Wednesday, October 15, 2014

The moment i met you, it was the game changer.
It was the missing beat, your heart beat, that made me finally understand the music...

And as slowly as nature blossoms, so did i,
and after so many years in a barren land,
I was Alive.

It was a spark, that combusted my deepest thrive, lighting a fire that burns to this very day.
You are my powersource, you are my fuel.
You are the hopes and dreams, and at the same time the will to fight for them.
You are the blood that runs my soul.

With you, every road has become a dance floor.
So come my love! Let's dance ...

Sunday, October 12, 2014

E quando partiste eu fiquei quieto, sem me mexer sequer. As ameaças pautadas do dia a dia tinham agora passado a uma realidade que eu não queria que fosse a minha. Mas era...
Fiquei no chão durante instantes e quase cai na loucura de desistir de mim mesmo e do que me é típico. Aquele lutar pelo que quero.~
Quase acreditei que eu era assim o monstro que projectam em mim...
Foi-se a força e, foste tu, foi-se tudo.

Fiquei com o nada que por pena me deixaste quando bateste com a Porta.

O sorriso, e o falso riso, escondia as noites sem dormir e os dias sem retorno. Não houve um adeus, nem um abraço. O que tinhamos partilhado até ali, mereci pelo menos um abraço, não achas? Mas nem viraste a cara. Não olhaste para mim. Era como se eu fosse transparente.
Como se as minhas lágrimas e a minha dor, fossem mais uma banalidade dramatizada, para a qual não encontravas utilidade. Era deixar um bem material que já não servia e que te arrependias de um dia ter aceitado cuidar.

E os dias passam. O Inverno tinha chegado e quando dormia, já não tinha medo do próximo dia. Mas mesmo assim doia. Doia não saber de ti. Não saber onde estavas, e se onde estavas, estavas bem.

Sabia que quando deixasse de preocupar contigo, então não podia fugir mais, era mesmo o monstro que vias em mim.
Quanto mais procurava por ti, mais me perdia durante horas sem sentido.

E naquele dia acordei bem disposto. Sentia-me bem. Revitalizado e em paz. O espelho voltava a mostrar alguém que eu amava e respeitava.
Os meus olhos menos cansados que o habitual e a vontade de sentir o sol na pele levou-me a percorrer o mundo sem compromisso. E lá fui eu...
Aquando que, entre passos mal dados por um corpo que só há pouco era meu, parei.

E quando te vi feliz, sem mim, sem mágoa, sem saudade, sem ressentimento, percebi que já não havia mais lugar para mim, que foi falso. E o que guardava era apenas memórias eternas de um faz de conta. Memórias que guardava pelos dois e que fariam parte da minha mas não da tua vida para sempre.
E era isso que precisava de perceber. Que eram essas memórias que precisava de guardar em mim. Precisava de separar o passado do presente, para saber o que era verdade e o que fora ficção. Para te deixar ir ter o futuro que merecias.
Estavas bem ai...
E eu só tinha que te deixar estar.

Continuei o meu caminho, percorri o mundo sem compromisso, e entre passos mal dados, sorri;

Se hoje estás feliz, parte disso deveu-se a mim. E o trabalho que inicialmente vim fazer, está feito.

Monday, October 06, 2014

Perco-me em ruelas;
Um último refúgio para o monstro que vive aqui..
Escondo-me do público;
das verdades;
de mim...

Escondo-me do horror que co-habita aqui.

E fico triste,
porque é Só isso que o mundo vê.

Nem quem se importa,
ou quem me quer,
percebe este tipo de dor,
de sofrer...

É difícil escrever,
ele vem ai.
Sumiram-se os minutos por hoje,
Volto amanhã,
Carregado do que com mais me possa arrepender.

Sunday, October 05, 2014

Adeus

Um dia dou o que te devo.
Até o escrevo, para que não saia daqui.
Um dia arranjo o que parti!
Até o faço, de maneira, a que pareça, novo, para ti.

Um dia deixo de ser assim, dos Melodramas.
Quando te desfizer essas ideias que te implantaram,
essas mentiras, essas tramas.

Um dia deixo de te chamar Xana
Quando entre conversas forçadas, que eu puxo,
não se passar, uma semana.

Um dia deixo de lutar por ti.
Se um dia, me disseres, "põe-te nas putas, sim?"

Um dia conto-te o que se passou,
Se um dia houver espaço,
para voltar,
o rapaz que confiou.

Um dia deixou de te escrever...
Se perceber, que é um desperdício,
um suplício,
porque não te quero aborrecer.

Sunday, September 28, 2014

Fui de propósito à beira mar,
porque te vi chegar,
para te perguntar
se era essa a tua cor,
ou se eram lentes, que estavas a usar.
(Sem te aperceberes, conheci-te...)

Sorriste!
E tropeçaste no pé quando fugiste (Diz-me, ao menos estás bem?)
Mas voltaste, meio a
medo, meio triste.
Ia esticar-te a mão,
contar-te...
Mas sumiste!

Não te escondas,
Não precisas de ter medo de mim.
Já sei a minha lição,
e não é que até no meio
das farsas todas
descubro a tua canção?

Vai onda! Vai ser feliz!
Se esta praia já tão pouco te diz.
Ou fica...
E ajuda este pequeno perdiz,
bochechudo e sorridente,
a chapinhar na água,
como sempre quis.

Friday, August 01, 2014

Conheci-te numa noite de Quarto Minguante.

Estavas parada e perdida num meio do mar de gente.
No meio do quarto escuro da lua.
Ali onde nada te era e nada te queria.Passavas despercebida,

Eu nem o teu nome sabia...

Foi uma aventura, ganhar coragem e ir-te falar.
Foi uma aventura, tirares a madeixa dos olhos,
apagares todas as estrelas com o olhar.

Fiquei-me, nervoso e engasgado!
E garanto, que perdi todo o léxico e vocábulo,
quando perguntaste se queria dançar.

Sorriste e não me deste escolha,
puxaste-me pelo braço,
plantaste um sorriso para a noite toda.

E as ondas,
elas estavam tão tão perto,
Puxo-te para mim!
pareceu-me certo...

Um conto de verão, em aberto.



Thursday, April 17, 2014

Perdi-me nos espaços que existem entre o que resta de mim.